O que seria a geração infinity scrolling?

A definição diz respeito ao uso da rolagem infinita em sites, portais e redes sociais.
A WEB 2.0 apresenta o UX (experiência do usuário) e cria novas ferramentas de interface para o usuário.

E o que isso muda na interação e consumo de conteúdo dos usuários da internet? Muda principalmente o tempo dedicado ao uso das ferramentas digitais permitindo a disseminação de grande volume de informação de maneira rápida e de fácil consumo.

As pessoas passam muito tempo, hoje em dia, na frente das telas acompanhando tais rolagens que não “acabam” nunca. O próprio Facebook nos inseriu e mostrou essa tendência e muitas outras plataformas seguiram o mesmo caminho.

E por quanto tempo nosso dedo desliza através da tela usufruindo tanto conteúdo? Podemos afirmar que é mais tempo do que deveria e que os polegares e indicadores estão sofrendo repetições de movimento que na década passada não se via acontecer.

Olhos atentos nas telas todo o tempo. No celular, tablet, TV, computador. Olhos cansados, mas em busca de mais, sempre mais. E vem com força total mais um hábito considerado como “conteúdo quase infinito”. Este mais novo amigo – ou também pode ser considerado como inimigo – pode ser denominado como binge-watche. E a Netflix está aí nos comprovando que a “onda” é assistir 10 ou 20 episódios seguidos das nossas séries queridas da indústria do entretenimento que são produzidas, dirigidas e roteirizada com esse novo intuito: assista tudo e assista sem interrupção.

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É a partir daí que surge uma geração ávida e ansiosa. Querendo mais, mas sem aprofundar. Sendo o conhecido e antigo “passatempo” –  que era preenchido com as palavras cruzadas e os álbuns de pintar.

Isso tudo é bom ou ruim? Aí vem a dúvida. Se pensarmos nas questões tecnológicas encontramos a evolução e inovação – seria então positivo. Mas, se olharmos pelo lado dos hábitos e princípios culturais e na vida em sociedade, vemos uma mudança comportamental e também física do ser humano. O uso das interfaces de forma demasiada e através de um sentido de leitura e movimento dos membros do corpo fazem com que tenhamos mais estresse e menos relacionamento entre as pessoas.

Enfim, seguimos com tantas gerações e hábitos criados. O importante é compreender, usufruir, mas sempre com moderação – como tudo na vida! 🙂

 

Por: Ana Martha Chiaramonte